4.1.14

Something: Pure Heroine


 O mundo inteiro só fala de Royals, então resolvi ouvir 'Pure Heroine' (Universal, 2013), depois de alguns meses de lançamento dei uma chance para Ella Yelich-O’Connor, a Lorde.
 Mas por qual motivo a neozelandesa ganhou tanto espaço na indútria da música? A resposta é simples: Seu álbum é inovador. Depois de ganhar a atenção da mídia com seu EP The Love Club, Lorde resolveu brincar com a música Pop em seu último álbum, com medida instrumental e lírica de visível caráter adulto, Pure Heroine ganha uma dimensão que nem a artista esperava, tudo pelo simples falo de Lorde não querer ser clichê.


   Mas não é apenas de elogio que Lorde vive, ela prova que sabe fazer um álbum e divulga-lo. A garota de 17 anos colocou Royals, primeiro single do disco no topo das paradas americanas e inglesas, e manteve o single por um bom tempo no primeiro lugar.
 Lorde me chamou a atenção desde que apareceu na mídia, mas como estamos acostumados com "celebridades repentinas", não levei a menina de cabelo cacheado a sério.
 Lorde me conquistou pelo fato de ter músicas sobre simplicidade e uma certa obscuridade em seus clipes e aparições, algo que me lembra os vídeo-clipes de Born This Way (meu disco favorito).
 Diferente de Lana Del Rey que está acostumada com uma pegada 1950/1960, a novata fala sobre um universo simples, que talvez as divas pop não falam em suas canções.


 Lorde finaliza sua obra com uma volta pela maturidade, mas que ainda esconde seu real valor. Sendo tímido em alguns aspectos, Pure Heroine é um disco que parece ocultar ou quem sabe controlar a artista. Lorde quer se manter no centro do palco, e esta mostrando que tem muito mais a oferecer, como se a cantora estivesse de fato reservando o ouro que suas palavras já conseguem revelar.



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